Quem deve comer glúten? TEDx Talks – Dia 07

Em uma breve pesquisa por mais informações sobre glúten, logo pude perceber que existe muita controvérsia sobre o assunto! E para iniciar a polêmica, hoje temos um vídeo do TEDx Talks sobre os problemas que o glúten pode causar para o corpo humano. O palestrante é o Dr. Rodney Ford, gastroenterologista, especialista em alergia alimentar e autor de vários livros sobre sensibilidade ao glúten.

Para quem entende inglês, segue o vídeo:

Para quem não entende, segue uma explicação do conteúdo:

O doutor (sim! Ele possui doutorado!) conta que, por volta de 1950, o professor W. Dicke, depois de perceber que o trigo era responsável por adoecer seus pacientes, foi o primeiro a estabelecer que o glúten era a causa da doença celíaca. Por esta causar danos ao intestino, sua comprovação foi possível através da retirada de amostras de tecido do órgão. Desde então, a doença se tornou uma preocupação dos gastroenterologistas.

Anos depois, Dr. Ford atendeu uma criança que apresentava todos os sintomas da doença, mas obtinha resultados negativos na análise da amostra do tecido. Ao mesmo tempo, o hospital em que ele trabalhava estava administrando um novo exame de sangue onde era possível medir o anticorpo anti-gliadina, produzido pelo nosso corpo para a captura da molécula de glúten. Após verificar que os anticorpos estavam em grande quantidade na corrente sanguínea da paciente, ele resolveu colocá-la em uma dieta sem glúten. A menina retornou um mês depois dizendo que havia melhorado.

A partir deste momento, ele formulou a hipótese de que haviam outras doenças relacionadas ao glúten que não a celíaca. Entre 2000 e 2006, ele reuniu cerca de 1000 casos com os mesmos sintomas, em que 80% das crianças melhoraram após uma dieta sem glúten, nenhuma delas com doença celíaca.

Sem reconhecimento na comunidade científica, em 2007, ele cunhou o termo “síndrome do glúten” e começou a se comunicar com outras pesquisadores ao redor do mundo. Ele cita três livros lançados em 2013 sobre o assunto: Toxic Staple – Anne SarkisianWheat belly – Willian DavisGrain Brain – Dr. David Perlmutter. Todos demonstram que o trigo e o glúten fazem mal à todo mundo.

Em 2014, o Prof. Fasano (diretor de um centro de pesquisas em doenças celíacas em Boston), em seu livro Gluten related disorders, aponta que em torno de 10% das pessoas na América do Norte sofriam de transtornos relacionados ao glúten. Ele ainda comprova que por conta da inflamação causada pela ingestão da proteína o intestino poderia ficar mal vedado.

Uma outra pesquisadora, Tilley em 2010, mostrou que ninguém seria capaz de digerir o glúten pois ele não pode ser quebrado em seus componentes individuais como a maioria das outras proteínas. Uma professora na Espanha escreveu um artigo (De Punder, 2013) que classifica o glúten como um anti-nutriente, ou seja, ingeri-lo tem um efeito negativo tal como outras proteínas no trigo.

Hadjivassiliou (2012), mostrou que o complexo do glúten (glúten+anticorpo), afeta o cérebro e pode danifica-lo de forma irreparável. Por fim, o médico comenta que o glúten ainda pode ser o gatilho para doenças auto-imunes e conclui dizendo que ninguém deveria comer glúten!!!

Mas e você ? O que acha?

Aguenta aí que em breve teremos outras opiniões e pesquisas sobre o tema!!


Dia 07

Sei que vira e mexe tem tapioca no café da manhã, mas acho que é um dos melhores jeitos de lidar com a falta do pãozinho! 07café Esta foi feita pelo omi com queijo branco e peito de peru e acompanhada de mix de castanhas. Comemos pouco porque estávamos atrasados e tínhamos que sair! Mas depois compensamos no almoço que foi no SESC (Desta vez no Pompéia)! E que lugar maravilhoso é aquele! Esqueci de tirar foto, mas todas as opções de comida no balcão tem a informação sobre glúten, não é incrível? Como não amar o SESC? 07almoço1A comida é gostosa, barata e ainda tem todas as informações que alguém que faz dieta sem glúten precisa. No primeiro round, teve salada de grão de bico (com alface, tomate, azeitona, queijo branco e cenoura), teve pão de queijo e suco de laranja. 07almoço2No segundo teve batata frita! (SIM!! Dieta sem glúten não quer dizer dieta light!!! ATENÇÃO: Batata frita pode ter traços de glúten!). E sobremesa, porque não? Manjar de coco com calda de goiabada! Estava um pouco doce demais para o meu gosto, mas ainda assim uma delícia!

Na janta, teve risoto de abobrinha com camarão e uma versão vegetariana para as visitas com abobrinha e queijo cottage. Eita, como ficou bom! Eu amo risoto, aliás amo comida italiana, repara no tanto de massa que eu andei postando. E, de novo, esqueci da foto! Mas…não precisa perder as esperanças! Sobrou um pouquinho e mostro para vocês amanhã, no dia 08!

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